16 junho 2026

Há dias que são tão estranhos minha querida Marta.


 Acordei bem disposta. Um bocadinho ansiosa pelo Tiago que ia fazer exame de português. Mas, de forma geral, tranquila.

Subitamente, a garganta apertou-se-me. Senti um nó do estômago. E a minha mente foi invadida por um conjunto de pensamentos e imagens, alguns já nem consigo nomear…

Vieste-me à memória naquele que foi o dia mais… nem te sei explicar minha querida…

Veio-me à memória, física até, o momento em que receb a noticia de que já não estavas entre nós. O momento em que tive de dizer à avó Zita que tinhas morrido minha querida. O sentimento de perda. A sensação inerente ao nunca facto de que mais te vou ver, tocar, abraçar, sentir, cheirar, mimar-te e ser mimada por ti.

Que saudades que tenho de rir contigo só porque sim. sem motivo e com total ausência de controlo. 

Que saudades Martinha! 

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