Acordei bem disposta. Um bocadinho ansiosa pelo Tiago que ia fazer exame de português. Mas, de forma geral, tranquila.
Subitamente, a garganta apertou-se-me. Senti um nó do estômago. E a minha mente foi invadida por um conjunto de pensamentos e imagens, alguns já nem consigo nomear…
Vieste-me à memória naquele que foi o dia mais… nem te sei explicar minha querida…
Veio-me à memória, física até, o momento em que receb a noticia de que já não estavas entre nós. O momento em que tive de dizer à avó Zita que tinhas morrido minha querida. O sentimento de perda. A sensação inerente ao nunca facto de que mais te vou ver, tocar, abraçar, sentir, cheirar, mimar-te e ser mimada por ti.
Que saudades que tenho de rir contigo só porque sim. sem motivo e com total ausência de controlo.
Que saudades Martinha!
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